Alexandre de Moraes afirmou que não cometeu nenhum crime e que o relatório da Polícia Federal não apresenta provas de autoria ou de qualquer infração penal. O ministro também classificou como “inconstitucional e nulo” o procedimento conduzido pelo ministro André Mendonça, alegando que a apuração ocorreu sem participação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e sem autorização do plenário do STF.
Na defesa, Moraes afirmou ainda que houve um direcionamento político-eleitoral com o objetivo de tentar incriminá-lo. Segundo o ministro, os supostos diálogos entre ele e Vorcaro nunca existiram. Ele argumentou que parte do material analisado corresponde apenas a textos encontrados no bloco de notas do celular, sem comprovação de que foram enviados, para quem teriam sido encaminhados ou se chegaram a ser visualizados.
Moraes também defendeu sua mulher, Viviane Barci, os filhos, que são advogados, e o escritório da família. Ele afirmou que o escritório foi contratado pelo Banco Master entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, que os serviços foram documentados e os honorários declarados. O ministro ressaltou ainda que nem ele nem o escritório atuaram no STF em processos relacionados ao Banco Master ou a Daniel Vorcaro.
Ao final da defesa, Moraes acusou André Mendonça e aliados de pessoas condenadas por tentativa de golpe de Estado de promoverem uma “vingança” contra ele. Para o ministro, a tentativa de desestabilização do STF teria apenas mudado de forma, e a Corte deve resistir para preservar a Constituição, o Estado de Direito e a democracia.
Moraes pede arquivamento e diz que investigação de Mendonça é ‘inconstitucional’
O ministro apresentou uma defesa de 44 páginas antes da sessão pública desta terça-feira (15) e pediu o arquivamento da investigação sobre possíveis irregularidades envolvendo mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro.
Jornalista
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- Alexandre de Moraes afirmou não ter cometido crime e que o relatório da Polícia Federal não apresenta provas contra ele.
- Classificou como “inconstitucional e nulo” o procedimento conduzido pelo ministro André Mendonça por falta de participação da PGR e autorização do STF.
- Moraes alegou que houve direcionamento político-eleitoral para incriminá-lo sem base em diálogos reais.
- Defendeu que materiais analisados eram apenas notas, sem comprovação de envio ou recebimento dos supostos diálogos.
- Ressaltou que nem ele nem o escritório familiar atuaram em processos no STF relacionados ao Banco Master ou a Daniel Vorcaro.
- Acusou Mendonça e aliados de promoverem "vingança" e defendeu a resistência da Corte para preservar a Constituição e a democracia.