O prefeito de Teresina, Silvio Mendes, admitiu nesta terça-feira (19) a possibilidade de rompimento antecipado do contrato entre a Prefeitura e as empresas responsáveis pelo transporte coletivo da capital. Segundo ele, a gestão avalia antecipar uma nova licitação diante da crise enfrentada pelo sistema.

O contrato atual foi firmado em 2014, com duração de 15 anos. Para o prefeito, porém, há descumprimento de cláusulas contratuais que podem justificar a rescisão antes do prazo previsto. “Há uma série de irregularidades no contrato que pode ser rompido”, afirmou.
Silvio Mendes atribuiu parte da crise ao envelhecimento da frota. Segundo ele, há ônibus circulando com até 16 anos de uso, acima do limite estabelecido em contrato. “O que a gente precisa entender é que a frota de ônibus de Teresina é muito velha. Tem ônibus aqui com 16 anos, quando o contrato é de, no máximo, 10 anos”, disse.
O prefeito afirmou ainda que as próprias empresas alegam não ter condições financeiras para renovar os veículos. “Segundo eles, estão todos quebrados”, declarou.
De acordo com o gestor, empresas de outros estados já demonstraram interesse em operar o sistema na capital piauiense. Ele citou grupos de Pernambuco e São Paulo como possíveis interessados em uma futura concorrência. “É possível e provável que vá acontecer a antecipação de uma outra licitação”, afirmou.
A crise do transporte coletivo em Teresina se agravou nos últimos anos com a queda no número de passageiros, aumento dos custos operacionais e sucessivas paralisações. Segundo a Prefeitura, o sistema depende atualmente de subsídios públicos para continuar funcionando.
“Se não fizer esse aporte de recurso, o sistema para. Se já é muito ruim, pior ainda é parar”, disse o prefeito.

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