O Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) está reforçando o trabalho de inteligência para acompanhar possíveis relações entre candidatos e organizações criminosas nas eleições de 2026. A Corte passou a integrar sistemas de diferentes instituições para permitir o cruzamento de informações durante o período de registro das candidaturas. O prazo para os pedidos termina às 19h de sábado (15).
De acordo com o presidente do tribunal, desembargador José Wilson Ferreira de Araújo Júnior, o planejamento de segurança para as eleições foi ampliado neste ano. A estrutura passou a contar também com a participação da Abin e mantém a atuação conjunta de órgãos como Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, PRF e Ministério Público Eleitoral. Os planos de segurança já foram apresentados às instituições que participam da operação.

A articulação é coordenada pelo Comitê de Segurança das Eleições Gerais de 2026, criado em abril pelo TRE-PI. O grupo tem a função de acompanhar riscos que possam afetar o processo eleitoral e também possíveis sinais de atuação de organizações criminosas na política. Segundo José Wilson, até esta quinta-feira (13), não havia nenhum caso identificado no estado de candidatura ligada a uma facção criminosa.
O tribunal também prepara ferramentas digitais para ampliar o atendimento aos eleitores. O Cajuína Lab deverá disponibilizar o Eleições Mais, com a inteligência artificial Cristal, para responder perguntas sobre eleições e serviços da Justiça Eleitoral. Outra ferramenta, o Kiwi, permitirá acompanhar o movimento nas filas das seções. Já o novo canal de denúncias pelo WhatsApp receberá mensagens, áudios e imagens e encaminhará as informações ao Pardal, sistema oficial do TSE para denúncias de propaganda eleitoral irregular.

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