Sexta, 15 de maio de 2026, 08:55
DEPRESSÃO

Vereadora Tatiana Medeiros tem depressão grave e risco de suicídio, diz laudo

Perícia realizada pelo IML aponta transtorno depressivo recorrente, crises de pânico e ideação suicida; defesa pede retirada da tornozeleira eletrônic

O laudo psiquiátrico da vereadora Tatiana Medeiros (PSB), divulgado nesta quinta-feira (14), apontou que a parlamentar apresenta transtorno depressivo recorrente, crises de pânico e risco de suicídio. O exame foi realizado por peritos do Instituto Médico Legal (IML), em Teresina, após determinação da juíza Júnia Maria Feitosa Bezerra Fialho, da 98ª Zona Eleitoral. Segundo o documento, o uso da tornozeleira eletrônica estaria agravando o estado emocional da vereadora.

De acordo com a perícia oficial, Tatiana Medeiros deve passar por acompanhamento mensal com psicólogo e psiquiatra devido à gravidade do quadro clínico. A defesa da parlamentar afirmou que o laudo reforça o pedido para retirada do monitoramento eletrônico. O advogado Francisco Medeiros declarou que o equipamento estaria aumentando o sofrimento psicológico da vereadora e contribuindo para ataques de pânico e pensamentos suicidas.

  

Vereadora Tatiana Medeiros passa por avaliação no IML Foto: Eduardo Costa/Cidadeverde.com
   

A vereadora está internada em uma clínica de reabilitação desde o início de maio e cumpre prisão domiciliar com monitoramento eletrônico. Os advogados apresentaram à Justiça laudos particulares que já apontavam depressão profunda e ideação suicida ativa. Entre os argumentos apresentados pela defesa está o risco de o cabo carregador da tornozeleira ser usado para autoagressão. Mesmo diante das alegações, a magistrada manteve inicialmente o uso do dispositivo e determinou a realização da perícia oficial para avaliar a relação entre o estado de saúde da ré e a monitoração eletrônica.

Tatiana Medeiros foi avaliada no IML no dia 11 de maio. Após a divulgação do laudo, o Ministério Público Eleitoral terá prazo superior a 24 horas para se manifestar sobre a manutenção ou retirada da tornozeleira eletrônica. A parlamentar foi condenada pela Justiça Eleitoral a 19 anos, 10 meses e sete dias de prisão por organização criminosa, corrupção eleitoral, peculato-desvio, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro. Na última segunda-feira (12), a juíza Júnia Maria também rejeitou embargos de declaração apresentados pela defesa, mantendo a sentença condenatória.

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