O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias (PT), negou que a desistência da filha, a arquiteta Iasmin Dias, da disputa pela primeira suplência ao Senado tenha provocado desgaste interno no Partido dos Trabalhadores. Segundo ele, a decisão foi tomada para preservar a unidade da legenda durante a definição da chapa que apoiará a pré-candidatura do deputado federal Júlio César (PSD).

Em entrevista à imprensa nesta sexta-feira (26), Wellington afirmou que Iasmin colocou seu nome à disposição do partido apenas como uma alternativa para compor a chapa e que, diante da apresentação de outros nomes, optou por retirar sua pré-candidatura e apoiar a ex-vereadora Rosário Bezerra, escolhida pelo PT para ocupar a primeira suplência.
“Havia um convite de Júlio César para que o PT apresentasse um nome e ele pessoalmente a convidou. Mas ela se colocava no sentido de ser uma solução do partido, e não uma disputa. Quando o partido abriu e apresentaram-se ótimas opções, ela, de forma muito espontânea, vendo o nome da Rosário, prontamente declarou perante o partido, o deputado Júlio César e todo o PSD o apoio dela à ex-vereadora. A decisão dela tem todo o meu apoio”, afirmou o ministro.
A definição da suplência foi marcada por divergências internas no PT. A indicação de Iasmin Dias recebeu críticas de parte da legenda, que defendia outro nome para representar o partido na chapa de Júlio César.
Na última segunda-feira (22), Iasmin Dias anunciou, por meio das redes sociais, que não aceitaria o convite para ocupar a primeira suplência. Na publicação, ela agradeceu ao deputado Júlio César e à senadora Jussara Lima pela confiança e afirmou que a decisão levou em consideração questões pessoais, profissionais e familiares.
Mesmo fora da chapa, Iasmin declarou apoio à escolha de Rosário Bezerra e reafirmou seu compromisso com o Partido dos Trabalhadores e com o projeto político da legenda no Piauí.

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