O Sistema Único de Saúde (SUS) iniciou a substituição gradual do exame Papanicolau pelo teste molecular de DNA do HPV no rastreamento do câncer do colo do útero. A mudança faz parte da atualização das estratégias de prevenção adotadas no país e busca tornar a identificação da doença mais eficiente.
A nova diretriz está prevista na versão atualizada do Guia Prático de Prevenção do Câncer de Colo do Útero, lançada nesta quinta-feira (8) pela Fundação do Câncer. O documento orienta profissionais da saúde sobre a transição entre os métodos e integra as ações do Janeiro Verde, campanha voltada à conscientização sobre a doença.

Diferente do Papanicolau, que analisa alterações nas células do colo do útero, o teste molecular identifica diretamente o DNA do HPV, vírus associado à maioria dos casos de câncer. A tecnologia permite detectar a infecção antes do surgimento de lesões, ampliando as chances de tratamento precoce.
Segundo a Fundação do Câncer, a adoção do novo exame também responde a críticas feitas por mulheres ao método tradicional, considerado desconfortável e sujeito a falhas. A implantação será feita de forma progressiva na rede pública, conforme a adaptação dos serviços de saúde em todo o país.

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