Por considerar que o momento político é “oportuno e estratégico” para separar a segurança pública do Ministério da Justiça, a direção do Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (CONSESP) divulgou em nota a defesa da constituição do Ministério da Segurança Pública. Além de antecipar-se na indicação do futuro ministro para o futuro ministério.
De acordo com o CONSESP, o novo ministério fortaleceria a articulação entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios, além de consolidar a política nacional de segurança como um “elemento estabilizador”. E, entre os indicados está o Secretário Estadual de Segurança Pública do Piauí, Francisco Lucas Costa Veloso (entre nós, Chico Lucas).
Porém, a oposição já se articula no Congresso Nacional para inviabilizar a aprovação do novo ministério. Mas, para além de um lobby político ou simpatia gratuita do CONSESP, a indicação de Chico Lucas para comandar o provável Ministério da Segurança é, antes de tudo, um elogio a competência, a eficiência e ao comprometimento na gestão pública.
Pois, com Chico Lucas, a gestão da segurança pública do Piauí se constituiu e se efetivou fora de discursos retóricos, através do planejamento estratégico, da tecnologia, do uso da inteligência policial, das ações integradas das forças de segurança e do diálogo institucional.
E, na história dos secretários de segurança pública do Piauí, Chico Lucas – ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/PI) – é primeiro gestor, em três décadas, a não usar do cargo para uma catarse política. E, o primeiro secretário de segurança, no cargo, a declinar, longe de subterfúgios, da vaidade política-eleitoral.
Assim, a gestão de Chico Lucas desconstruiu, com eficiência e trabalho em equipe, a falsa narrativa do senso comum de que “bandido bom é bandido morto”, representada pela redução da letalidade policial. Bem como, contrariou a retórica do discurso de autoridade de especialista – de só quem é da área específica é que sabe gestar –, pois, a gestão pública eficiente é administrar os recursos públicos através da otimização, da transparência e do foco em resultados positivos para a sociedade.
Nesse sentido, Chico Lucas, como ministro de Estado da Segurança Pública, não será apenas um massageio no “ego piauês”, mas o reconhecimento nacional de uma gestão pública eficiente, que pode contribuir, qualitativamente, com a práxis do governo Lula no enfrentamento de um desafio secular no Brasil. Além disso, romperá, definitivamente, com a falácia de que “a esquerda não sabe lidar com a segurança pública”.
Logo, com o ministro Chico Lucas, a segurança pública no Brasil poderá sair da lógica da “força contra a força” para a lógica da segurança inteligente, pautada na tecnologia, na inteligência, no diálogo institucional, no planejamento estratégico e nas ações integradas das forças policiais, como mecanismos de controle do Estado sobre a violência criminal.
Desse modo, em sendo confirmada a criação do Ministério da Segurança Pública e a indicação do piauiense, tendo apoio político e uma assessoria técnica qualificada, Chico Lucas poderá agregar a força com a inteligência, o propósito com o planejamento e a sensibilidade com os resultados na gestão da segurança pública, fazendo com que o governo Lula entre na história como o primeiro presidente do Brasil a otimizar o controle estatal sobre o crime e a violência – p.ex. o feminicídio.
Portanto, como não há espaço vazio na política e que o debate no Congresso Nacional está em curso, com o apoio da base governista e um diálogo aberto com a oposição, para o bem comum da sociedade brasileira, Chico Lucas tem know-how que o habilita ao cargo. E, assim, construir e implementar um novo modelo de gestão em segurança pública no Brasil, para além da velha política do mais do mesmo, dos discursos retóricos e da vaidade do ego.