Os proprietários do brechó de luxo Desapego Legal, Francine da Costa Prado e Filipe Prado dos Santos, foram soltos na manhã desta terça-feira (3), em São José dos Campos, no interior de São Paulo. Eles são investigados por suspeita de causar um prejuízo de cerca de R$ 100 mil a pelo menos três vítimas no Piauí, onde a apuração teve início.
Segundo a Polícia Civil, o casal é investigado por práticas que envolvem a venda de produtos que não eram entregues aos compradores e a compra de itens de luxo sem o pagamento aos vendedores. Em alguns casos, clientes relataram o recebimento de bolsas que seriam de marcas de luxo, mas que depois foram identificadas como falsificadas.
As investigações começaram em 2025, mas os dois só foram presos no dia 29 de janeiro de 2026. A defesa entrou com pedido de habeas corpus, que foi aceito pela Justiça. Conforme a decisão, a prisão temporária deixou de ser necessária, já que as principais medidas da investigação haviam sido concluídas, como apreensão de aparelhos eletrônicos, documentos e bloqueio de valores.Apesar da soltura, a Polícia Civil informou que o inquérito segue em andamento e que o relatório final será encaminhado ao Judiciário. Fundado em 2018, o Desapego Legal chegou a declarar faturamento milionário nos últimos anos, mas passou a ser alvo de denúncias após clientes de vários estados relatarem a interrupção de repasses financeiros.