Douglas Fonseca, CEO do DF Group deixa prisão após pedido de habeas corpus

Empresário é investigado por suspeita de estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

O fundador e CEO do DF Group, Douglas Fonseca Araújo, deixou o sistema prisional nesta sexta-feira (17), após conseguir um habeas corpus concedido pela Justiça. A informação foi confirmada pela advogada Taline Prado, integrante da equipe de defesa da empresa e dos investigados. Segundo a defesa, um posicionamento oficial sobre a decisão será divulgado nas próximas horas.

Douglas é investigado pela Polícia Civil por suspeita de envolvimento em um esquema que apura os crimes de estelionato qualificado, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Conforme a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), a empresa é suspeita de ter causado prejuízos a mais de 2 mil investidores. Na última terça-feira (14), a Justiça havia prorrogado por mais cinco dias a prisão temporária do empresário e de outros dez investigados.

  

 Douglas Fonseca, DF Group no Piauí Reprodução
   

As investigações seguem em andamento e, na quinta-feira (16), a Polícia Civil disponibilizou um formulário para que pessoas que afirmam ter sido prejudicadas pelo DF Group informem os prejuízos sofridos e anexem documentos ao inquérito. Até o momento, mais de mil boletins de ocorrência já foram registrados relacionados ao caso, segundo as autoridades.

Em nota divulgada anteriormente, a defesa do DF Group classificou as prisões como desproporcionais e questionou a legalidade das medidas cautelares impostas pela Justiça. Os advogados também afirmaram que o bloqueio de contas bancárias, a suspensão das atividades da empresa e a apreensão de documentos impedem qualquer movimentação financeira, inclusive eventual ressarcimento de investidores. Até a publicação desta reportagem, não havia confirmação de concessão de habeas corpus aos demais investigados no caso.