Justiça marca audiência de acusado de matar ex-companheira incendiada em Teresina

Sessão de instrução será realizada no dia 14 de agosto; acusado responde por feminicídio, tentativa de feminicídio e outros crimes.

A Justiça marcou para o dia 14 de agosto de 2026, às 10h, a audiência de instrução e julgamento de José Antônio dos Santos Filho, acusado de matar a ex-companheira, Ângela Maria Santos, e tentar matar a ex-sogra após incendiar as duas, em maio deste ano, em Teresina. Na mesma decisão, a 3ª Vara do Tribunal Popular do Júri da Comarca de Teresina manteve a prisão preventiva do réu e negou os pedidos da defesa para revogar a custódia ou substituí-la por medidas cautelares.

José Antônio responde pelos crimes de feminicídio, tentativa de feminicídio, lesão corporal no contexto de violência doméstica, descumprimento de medida protetiva, incêndio qualificado e violação de domicílio. Durante a audiência, serão ouvidas as testemunhas de acusação e defesa, além do interrogatório do acusado. Após essa etapa, o Ministério Público e a defesa apresentarão seus argumentos antes da conclusão da fase de instrução.

  
José Antônio dos Santos Filho, acusado de atear fogo na ex-mulher e na ex-sogra. Reprodução/ Redes Socias
 
 
 


Na decisão, o magistrado destacou a gravidade dos fatos e afirmou que a manutenção da prisão é necessária para preservar a ordem pública, garantir a segurança da vítima sobrevivente e de seus familiares, além de assegurar o regular andamento do processo. O juiz também ressaltou que, conforme os elementos reunidos na investigação, o crime ocorreu em um contexto de violência doméstica, com descumprimento de medida protetiva, invasão de residência e uso de fogo como meio de execução, circunstâncias que demonstrariam a elevada periculosidade do acusado.

O crime ocorreu na tarde de 8 de maio, quando, segundo a investigação, José Antônio invadiu a casa onde estavam a ex-companheira e a ex-sogra, despejou gasolina sobre as duas e ateou fogo. Após o ataque, ele fugiu em um veículo, mas foi identificado pelo Sistema de Policiamento por Inteligência Artificial (SPIA). Ângela Maria morreu no dia 11 de maio, no Hospital de Urgência de Teresina (HUT), enquanto a mãe dela sobreviveu, mas sofreu graves queimaduras. As investigações apontam que o acusado não aceitava o fim do relacionamento e já havia sido preso anteriormente por invadir a residência da vítima, agredi-la e descumprir medidas protetivas impostas pela Justiça.