O Ministério Público do Estado do Piauí solicitou à Justiça a condenação do prefeito de Cocal, Dr. Cristiano Britto (Republicanos), ao pagamento de uma multa de R$ 3 milhões. O pedido está relacionado a uma suposta violação de decisões judiciais que determinaram a suspensão de contratos para contratação de atrações musicais durante os festejos do município em 2025.
Segundo manifestação apresentada pelo promotor Hérson Luís Galvão, ainda existem indícios de que as determinações judiciais não foram cumpridas. O Ministério Público pediu o andamento do processo para que seja apresentada uma decisão final sobre o caso, incluindo a aplicação da penalidade financeira ao gestor municipal.
A ação teve início após o MP questionar contratos que somavam R$ 1,84 milhão para apresentações de artistas como Alok, Hungria Hip Hop, Natanzinho Lima e Anjos de Resgate. O órgão alegou que os gastos poderiam causar impacto aos cofícios públicos, considerando que o município havia declarado situação de emergência financeira no início de 2025.
Durante o processo, a Justiça determinou a suspensão dos contratos, proibiu novas contratações para o evento e ordenou a retirada de peças publicitárias que, segundo o Ministério Público, poderiam caracterizar promoção pessoal de gestores. A defesa do prefeito ainda poderá apresentar seus argumentos no processo. O espaço permanece aberto para manifestação da administração municipal.