Piauí registra umidade abaixo de 23% e cidades enfrentam ar extremamente seco

São João do Piauí teve o menor índice, com apenas 11%; baixa umidade aumenta riscos à saúde e às queimadas.

Municípios do Piauí registraram índices de umidade relativa do ar abaixo de 23%, cenário que indica forte secura atmosférica e exige atenção da população. Segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí (SEMARH), São João do Piauí apresentou o menor índice na quarta-feira (23), com apenas 11% de umidade. O número está entre os níveis mais baixos registrados e reforça os cuidados durante o período de tempo seco.

Além de São João do Piauí, outras cidades também tiveram índices considerados muito baixos. Canto do Buriti, Oeiras e Paulistana registraram 13%; Barreiras do Piauí teve 14%; e Corrente, 15%. Campo Maior e Castelo do Piauí chegaram a 17%, enquanto Piripiri apresentou 18%. São Raimundo Nonato registrou 19% e Teresina ficou com 22% de umidade relativa do ar.

  
Inmet emite alerta de baixa umidade do ar para diversas cidades do Piauí
 
 
 

Os dados são acompanhados pela Sala de Monitoramento e Previsão de Eventos Climáticos Extremos (SAMPECE), da SEMARH-PI. De acordo com o órgão, a baixa umidade pode causar desconforto e problemas como ressecamento das vias respiratórias e desidratação. A condição também deixa a vegetação mais seca e favorece o surgimento e a rápida propagação de queimadas e incêndios em áreas rurais e de mata.

Diante do cenário, a recomendação é aumentar a ingestão de água ao longo do dia e evitar exercícios físicos intensos nos períodos de maior calor. Também é necessário ter atenção redobrada com o uso do fogo, principalmente em áreas abertas e próximas à vegetação seca. A adoção desses cuidados ajuda a reduzir os impactos do tempo seco e o risco de incêndios durante o período de baixa umidade.