Homem mata mulher estrangulada e diz que precisava “expulsar demônios”

Moradores relataram gritos vindos do imóvel antes da chegada do socorro; suspeito foi detido e o caso é investigado pela polícia.

Uma mulher de 29 anos foi encontrada morta dentro de um apartamento no bairro Jardim Limoeiro, no município da Serra, no Espírito Santo, na noite de domingo (21). A vítima foi identificada como Marceli de Oliveira Gottardo. O caso passou a ser tratado como homicídio após o homem que estava no imóvel, identificado como Bryan Fernando, de 26 anos, admitir à polícia ter provocado a morte da jovem.

De acordo com informações repassadas às autoridades, moradores do prédio relataram ter ouvido pedidos de socorro e gritos vindos do apartamento horas antes da chegada das equipes de emergência. Uma das vizinhas chegou a entrar em contato com o imóvel por meio do interfone e, segundo relatos, os barulhos diminuíram após a ligação ser atendida.

  
Mulher é encontrada morta em apartamento e homem confessa crime no Espírito Santo. Reprodução
 
 
 


Pouco tempo depois, o próprio suspeito teria procurado ajuda de um morador do edifício. Ao entrar no apartamento, o vizinho encontrou Marceli caída no chão e ainda apresentando sinais de convulsão. Uma estudante de Enfermagem que vive no prédio iniciou os primeiros atendimentos até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que realizou manobras de reanimação, mas a vítima não resistiu.

Segundo informações da polícia, a mulher apresentava marcas de violência no pescoço, ferimentos no rosto, sangramento em um dos ouvidos e diversos hematomas pelo corpo. Após ser detido, Bryan Fernando afirmou aos investigadores que acreditava estar realizando um ritual para expulsar supostos demônios da vítima. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do crime e trabalha para esclarecer todos os detalhes que levaram à morte de Marceli.

Além da situação médica, outro episódio recente entrou no radar do STF. Na semana passada, um segurança do ex-presidente foi abordado durante uma fiscalização em Brasília transportando uma arma registrada em nome de Bolsonaro. Segundo o militar, o armamento seria levado para manutenção. Após tomar conhecimento do caso, Moraes pediu esclarecimentos sobre a movimentação da arma poucos dias antes do término do prazo da prisão domiciliar. Atualmente, Bolsonaro é monitorado por tornozeleira eletrônica, possui restrições de comunicação e só pode receber visitas mediante autorização judicial.