Justiça decreta prisão preventiva de homem que matou ex-companheira em Teresina

Investigado teria tentado enforcar a vítima dois dias antes do crime e disparado contra o atual companheiro dela.

A Justiça do Piauí converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante de Fabrício Santos da Silva, investigado pelo feminicídio de Eliane da Silva Santos, de 38 anos, assassinada a tiros na segunda-feira (2), na zona Norte de Teresina. O suspeito foi localizado e preso horas depois em um bar no município de José de Freitas. A decisão judicial manteve o investigado preso e determinou o encaminhamento dele a um estabelecimento prisional.

Ao analisar o caso, a magistrada considerou o histórico de violência e ameaças entre Fabrício e Eliane, que tiveram um relacionamento de aproximadamente dez anos e uma filha de sete anos. Conforme os relatos apresentados à polícia, os dois enfrentavam conflitos frequentes, com discussões e ameaças. A vítima já havia procurado as autoridades e solicitado medidas protetivas. Um novo pedido de proteção foi concedido em 24 de outubro, apenas nove dias antes do assassinato.

Um dos relatos considerados na decisão foi apresentado por um pastor que acompanhava o casal. Segundo a testemunha, Fabrício teria tentado enforcar Eliane durante uma discussão no dia 31 de outubro, dois dias antes do feminicídio. O documento também registra que o investigado teria efetuado disparos contra o atual companheiro da vítima antes de atirar contra ela. O homem não foi atingido. Ainda conforme o relatório policial, uma testemunha afirmou ter visto Fabrício sair da residência armado. Ao perceber que havia sido visto, ele teria declarado que havia matado a ex-companheira e fugido do local.

A magistrada também levou em consideração o possível descumprimento das medidas protetivas, as ameaças anteriores e as circunstâncias do crime para justificar a prisão preventiva, solicitada pelo Ministério Público. A defesa não se opôs à homologação do flagrante, mas pediu que o investigado respondesse ao processo em liberdade, com medidas cautelares. O pedido não foi aceito. Com a decisão, foi determinada a expedição do mandado de prisão preventiva, e o inquérito deverá tramitar no 1º Juizado de Violência Doméstica de Teresina.