Júlio César justifica voto pelo impeachment de Dilma: "Segui orientação do partido"

Hoje, Júlio César integra a chapa governista ao Senado, tendo o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da direção petista no Piauí.

Pré-candidato ao Senado na chapa liderada pelo governador Rafael Fonteles (PT), o deputado federal Júlio César (PSD) voltou a abordar um dos episódios mais sensíveis de sua trajetória política: o voto favorável ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016. Em meio à consolidação da aliança entre PSD e PT no Piauí para as eleições de 2026, o parlamentar atribuiu sua posição à orientação nacional da legenda à época e procurou dissociar o gesto de qualquer ruptura política ou pessoal com a ex-presidente.

  
Entrevista ao Portal Central Piauí, Júlio César. Foto: Clara Paixão/CentralPiauí.
 
 
 

A votação culminou no afastamento de Dilma. Hoje, Júlio César integra a chapa governista ao Senado, ao lado do emedebista Marcelo Castro, tendo o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da direção petista no Piauí.

Durante a sessão histórica da Câmara dos Deputados que autorizou a abertura do processo de impeachment, em abril de 2016, Júlio César fundamentou seu voto na crise econômica enfrentada pelo país. "Contra o desajuste das contas públicas, contra o aumento da inflação, contra o desemprego e a favor dos 10 milhões de desempregados do nosso país, em defesa dos 5.570 municípios e para restabelecer a esperança do povo do Piauí e do povo brasileiro, eu voto sim, presidente."

Ao revisitar o episódio, o deputado afirmou que sua decisão refletiu a posição institucional adotada pelo PSD, partido que, naquele momento, orientou sua bancada a votar favoravelmente ao impeachment.

"Eu votei sim. O meu partido encaminhou aquele voto. O PT sabe disso. Quem mais me defende é o PT, porque sabe que aquilo que eu prometo eu cumpro. Naquela época, o partido encaminhou o voto e, como sou obediente ao comando maior da legenda, acompanhei a orientação."

Sem negar o posicionamento adotado há quase uma década, Júlio César procurou enfatizar que o voto não representava uma oposição pessoal à então presidente. Segundo ele, sua relação com Dilma Rousseff nunca foi marcada por conflitos políticos ou institucionais.

"Nunca tive adversidade, nunca tive brigas, nunca falei dela. Foi apenas o encaminhamento do comando maior do partido em nível nacional."