Os ministros Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli se declararam impedidos de participar da votação do julgamento que analisa a possibilidade de abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes. A sessão ocorre nesta terça-feira (15) no Supremo Tribunal Federal (STF). Com o afastamento dos dois, o caso poderá ter, no máximo, oito votos.
Nunes Marques decidiu deixar o plenário depois de comunicar seu impedimento ao presidente do STF, Edson Fachin. A decisão ocorreu após a divulgação de mensagens de Daniel Vorcaro que citam pagamentos mensais de R$ 500 mil ao advogado Kevin Marques, filho do ministro. Os registros fazem parte do material extraído do celular do ex-banqueiro e estão entre os elementos que vieram a público antes do julgamento.
Toffoli, por sua vez, permaneceu no plenário, mas informou que não participaria da votação por uma questão de foro íntimo. O ministro já havia se declarado suspeito em processos relacionados ao Banco Master e deixou a relatoria do caso anteriormente. Ele também declarou ter participação em um resort no Paraná que esteve ligado a uma negociação envolvendo um dos investigados no caso, Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.
O STF analisa nesta terça-feira se o relatório produzido pela Polícia Federal, com mensagens e outros dados encontrados no celular de Vorcaro, pode servir de base para uma eventual investigação contra Moraes. Antes de entrar no conteúdo das conversas, os ministros deverão avaliar questionamentos sobre a forma como o material foi obtido. A PGR pediu a anulação do relatório, enquanto Moraes contesta a condução do procedimento.
Nunes Marques e Toffoli se declaram impedidos em julgamento sobre Moraes
Com as decisões, o julgamento que pode definir abertura de investigação contra Moraes terá no máximo oito votos.
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Nunes Marques e Dias Toffoli.