Vacina do Butantan: veja quais sintomas merecem atenção após a aplicação

Medida foi adotada após registros de eventos graves em pessoas imunizadas.

O Ministério da Saúde anunciou a suspensão temporária da aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan após o registro de 42 casos de eventos adversos graves em pessoas imunizadas. Entre os pacientes afetados, três precisaram ser internados e duas mortes foram registradas. As autoridades de saúde informaram que as ocorrências estão sendo investigadas para verificar se existe relação direta entre os casos e o imunizante.

Apesar da suspensão preventiva, o ministério reforçou que a vacina continua apresentando eficácia comprovada na proteção contra a dengue. Segundo o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, as pessoas que receberam a dose permanecem protegidas contra a doença e a medida foi adotada apenas para garantir uma análise detalhada dos casos notificados.

  
Vacina contra dengue Reprodução/ Instituto Butantã
 
 
 

A orientação é voltada principalmente para quem foi vacinado nos últimos 21 dias. De acordo com o Ministério da Saúde, esse período corresponde à chamada viremia vacinal, fase em que a versão enfraquecida do vírus utilizada na vacina ainda pode estar presente no organismo para estimular a produção de anticorpos. Nesses casos, os pacientes devem ficar atentos ao surgimento de sintomas semelhantes aos da dengue, como febre, dores no corpo, manchas na pele, vômitos e sinais de sangramento, procurando atendimento médico caso apresentem qualquer um desses quadros.

Já as pessoas imunizadas há mais de 21 dias não precisam buscar assistência médica apenas por terem recebido a vacina, desde que estejam sem sintomas. O imunizante, incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro deste ano, já foi aplicado em mais de 501 mil pessoas em diferentes regiões do país. Antes de chegar à rede pública, a vacina passou por estudos clínicos com mais de 11 mil voluntários e recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).