À coluna, o deputado estadual Georgiano Neto confirmou que a fusão cruzada aliança que funcionou em 2022 para as chapas proporcionais não será repetida nas próximas eleições.

Por telefone, este colunista questionou se o modelo era página virada. Para estadual e federal, a resposta do dirigente do Partido Social Democrático (PSD) veio seca, em uma palavra: “Sim”.
A decisão obriga uma reconfiguração nos dois partidos da base. PSD e MDB voltam a caminhar separados na montagem das chapas cada um tentando resolver suas próprias contas.
Nos bastidores, a leitura é que o PSD está mais adiantado na formação da chapa federal, e o MDB na estadual. O que falta em um, sobra no outro mas, desta vez, sem compensação conjunta.
A mudança atinge diretamente a estratégia defendida pelo governador Rafael Fonteles, que trabalhava para concentrar a base em dois blocos proporcionais: de um lado, a federação liderada pelo PT; do outro, a dobradinha MDB/PSD. Sem a fusão, o desenho se fragmenta.
No fim, quando a conta aperta, parceria vira detalhe.

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