Quarta, 26 de agosto de 2026, 02:29
COLUNA FATOS INUSITADOS

Falso teatro que enganou turistas durante anos chega ao fim

Impostor condenado à prisão

A Itália é reconhecidamente um dos países berços da história mundial. Repleta de museus, locais históricos e homens e mulheres que foram referência para a cultura,  e sendo objeto de estudos nos diferentes cantos do mundo. Reconhecida pela UNESCO como um país que abriga patrimônios mundiais imensuravelmente belos e portentosos.

Mas não é só de cultura, turismo ou  da magia das óperas que vive um país tão importante para o cenário mundial. A nação em formato de bota, no sul da Europa, também tem seus picaretas e contumazes enganadores.

Trata-se de Franco Malosso, um zelador de conversa bonita — desses que entram na mente das pessoas —  e que enganou por longos 10 anos turistas desavisados e desconhecedores da cultura antiga.

Malosso afirmou haver descoberto um anfiteatro grego que ele mesmo desenterrou nos arredores da cidade de Arcugnano, situada a cerca de cinco quilômetros ao sul de Vicenza. Desde o ano de 2016, o local funcionava como importante ponto turístico, onde se cobrava até 46 dólares para visitação de moradores da região e somente 14 dólares para pessoas vindas de outros países. A artimanha engendrada pelo proprietário visava desencorajar os moradores locais da visitação, que certamente estariam mais propensos a descobrir a farsa.

  

Três nomes diferentes em 10 anos: Anfiteatro Berico, Marittimo e Porta Degli Angeli Foto: Redes Sociais

   

O farsante alegava que o sítio arqueológico havia aparecido após um deslizamento de terra no ano de 2014. As autoridades foram alertadas dois anos depois e, somente agora, após todos os recursos jurídicos, houve o desfecho final que escandalizou a sociedade italiana.

Segundo consta, Franco Malosso solicitou inicialmente autorização para construir uma garagem no terreno, mas, em vez disso, pediu à construtora que erguesse um teatro com aparência antiga.

As autoridades e peritos que investigaram o local classificaram a obra como “insana” e “claramente falsa”, chegando a afirmar que classificar Malosso como falsificador seria uma ofensa aos falsificadores.

Agora, ele terá que cumprir uma pena de prisão de 28 meses e pagar uma multa de 3.462 dólares pelo golpe que durou longos dez anos.

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