Na manhã desta terça-feira (23/1), o site The Intercept Brasil revelou, com base em uma delação premiada do PM reformado Ronnie Lessa, que Brazão é apontado como um dos supostos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco em março de 2018. A possível motivação seria uma vingança contra Marcelo Freixo, ex-deputado estadual e atual presidente da Embratur, com quem Brazão teve conflitos na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

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Domingos Brazão, de 58 anos, ex-deputado estadual por cinco mandatos consecutivos e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), enfrenta uma longa trajetória de 25 anos na vida pública marcada por polêmicas, processos judiciais e suspeitas que incluem corrupção, fraude e até mesmo homicídio.
A homologação da delação, que aponta Domingos Brazão como mandante do crime, está pendente de análise e homologação pelo Superior Tribunal Federal (STJ) devido ao foro privilegiado do político.
Brazão já havia enfrentado acusações em 2011, quando foi acusado de comprar votos por meio de uma ONG vinculada a ele durante a campanha para deputado estadual. Em 2014, ele foi processado por ameaça à radialista e então deputada Cidinha Campos, alegando ter "já matado vagabundo".

No pleito eleitoral de 2014, Domingos Brazão se candidatou a deputado pelo MDB, e declarou apoio à reeleição de Dilma Rousseff e Michel Temer à presidência, Brazão foi eleito para o 5º mandato de deputado estadual para o período 2015 à 2019.
Em 2017, dois anos após assumir o cargo no TCE-RJ, Domingos Brazão foi afastado e preso sob suspeita de corrupção durante a Operação Quinto do Ouro, um desdobramento da Operação Lava Jato no Rio. No entanto, em março de 2023, a 13ª Câmara de Direito Privado determinou seu retorno ao órgão por 2 votos a 1.
O nome de Brazão já havia sido relacionado às investigações do assassinato de Marielle em 2019. Apesar de ter sido acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por obstrução de Justiça, a denúncia foi arquivada.