O jornalista Arimateia Azevedo, de 73 anos, deverá retornar ao sistema prisional para cumprir pena em regime fechado. A decisão foi assinada pelo juiz Marcus Klinger Vasconcelos, da Vara de Execuções Penais, que revogou a prisão domiciliar concedida anteriormente.
Arimatéia foi preso em 2022 após condenação a oito anos por extorsão. A domiciliar havia sido autorizada pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, com base em questões de saúde. Agora, o magistrado determinou o recolhimento do jornalista à Penitenciária Humberto Reis da Silveira, em Altos, citando laudo do Instituto Médico Legal que apontou quadro crônico, mas sem necessidade de cuidados de alta complexidade.

A defesa recorreu ao Tribunal de Justica do Piaui, por meio de pedido de habeas corpus, argumentando que o retorno ao presídio representa risco à vida do jornalista, que possui doenças como diabetes, hipertensão e sequelas de AVC. O pedido liminar foi negado.
Relatórios de unidades prisionais apontam limitações na estrutura para atendimento médico especializado. Os advogados também solicitaram indulto humanitário e informaram que o caso deverá ser novamente analisado pelo STF, que poderá decidir sobre a manutenção do regime fechado ou o restabelecimento da prisão domiciliar.

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