Os advogados Juarez Chaves e Flávio Almeida Martins foram transferidos, no fim da manhã desta quarta-feira (22), para a Penitenciária Humberto Reis da Silveira, em Altos, região Metropolitana de Teresina. A ex-assessora do Governo, Luceli Moura, também foi levada para a Penitenciária Feminina, na capital. A ação ocorreu após audiência de custódia no âmbito da nova fase da Operação Vice-Cônsul.

A Polícia Civil do Piauí informou que a prisão temporária dos advogados foi decretada por indícios de tentativa de obstrução das investigações, especialmente por parte de Juarez Chaves. A operação é conduzida pelo delegado Tales Gomes, da Diretoria de Polícia Especializada. A unidade prisional de Altos abriga cerca de 150 detentos e é considerada de segurança média. Em casos que envolvem profissionais com prerrogativas legais, são adotados protocolos diferenciados para preservar os direitos e a integridade dos presos.

 

advogados Juarez Chaves e Flávio Almeida Martins, presos na operação advogados Juarez Chaves e Flávio Almeida Martins. Reprodução/ Internet

   

De acordo com as investigações, os três detidos são suspeitos de integrar um esquema voltado à criação de informações falsas contra magistrados. A polícia identificou uma notícia-crime anônima encaminhada ao Ministério Público Federal, além de pedidos de providências junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com denúncias consideradas inverídicas. Também foi apreendido um dossiê entregue a um desembargador, que continha acusações sem provas.

Durante a apuração, a Polícia Civil encontrou indícios de tentativa de ocultar provas. No dia 2 de setembro, Juarez Chaves teria entregue um celular diferente do que usava regularmente, o que levantou suspeitas. Além disso, uma conversa entre Luceli Moura e Flávio Martins mencionou um desembargador que supostamente poderia ajudar os investigados. O juiz Caio Cézar de Carvalho entendeu que o diálogo demonstrava intenção de interferir na investigação, o que motivou as prisões temporárias, com prazo inicial de cinco dias.