O proprietário de um dos veículos envolvidos no acidente que matou três pessoas da mesma família na BR-226, em Timon, no Maranhão, prestou depoimento à Polícia Civil na tarde desta quinta-feira (5). Identificado como Marcelo Pacheco, o comerciante afirmou que não estava dirigindo o automóvel no momento da colisão. Segundo informações do 2º Departamento de Polícia (2º DP), ele relatou que o carro teria sido utilizado sem sua autorização por um sobrinho, que estaria acompanhado do filho do comerciante, um adolescente menor de idade.

De acordo com o chefe de investigação do 2º DP, Thiago Amaral, a versão apresentada pelo proprietário será confrontada com imagens de câmeras de segurança. A análise está prevista para esta sexta-feira (6), incluindo registros de um condomínio que, segundo o comerciante, poderiam mostrar o momento em que o sobrinho chegou ao local e saiu com o veículo. Após prestar esclarecimentos, Marcelo foi liberado. A polícia informou que a investigação continua para identificar quem conduzia o automóvel e esclarecer as circunstâncias do acidente.

O policial também atualizou o estado de saúde da criança de 11 anos que sobreviveu à colisão. O menino permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em Teresina, em estado grave e respirando com auxílio de aparelhos. Segundo Thiago Amaral, a vítima sofreu múltiplas fraturas e uma grave lesão pulmonar, além de ferimentos na região do rosto. Até a última atualização, não havia informações sobre melhora no quadro clínico.

O acidente aconteceu por volta das 20h do domingo (1º), no quilômetro 5,2 da BR-226, nas proximidades do bairro Joia, em Timon. Uma colisão frontal entre dois veículos provocou a morte de três ocupantes de um dos carros, que pegou fogo após o impacto. As vítimas foram identificadas como Antônio Francisco Pereira de Sousa, de 35 anos, Aline dos Santos Silva, de 43 anos, e Hamon Henrique Pereira da Silva, de 7 anos. Outra criança, de 11 anos, foi resgatada com vida. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que o laudo pericial está em elaboração e deverá contribuir para esclarecer a dinâmica da colisão. A Polícia Civil também apura o caso.