A Câmara Municipal de Teresina aprovou nesta quarta-feira (2) a autorização para que a Prefeitura contrate uma operação de crédito de até R$ 700 milhões junto ao Banco do Brasil. Do total, R$ 465,5 milhões serão utilizados para liquidar ou reestruturar financiamentos anteriores, enquanto aproximadamente R$ 234,5 milhões deverão ser destinados a investimentos em infraestrutura na capital.

A operação, proposta pelo prefeito Silvio Mendes (União Brasil), prevê condições financeiras mais favoráveis do que as de contratos anteriores. A nova taxa está estimada em CDI mais 1,26% ao ano. Um dos financiamentos que será reestruturado, por exemplo, tinha previsão de CDI mais 7,90% ao ano.

Vice-líder do prefeito na Câmara, o vereador Pedro Alcântara defendeu a operação e destacou a participação do Banco do Brasil na negociação. Segundo ele, a instituição permitiu a substituição de uma dívida anterior por um novo financiamento com juros menores.

“O Banco do Brasil foi parceiro. Imagino que, se fosse um banco privado, talvez não fosse feita essa operação. O banco abriu mão, no empréstimo anterior, e permite que a Prefeitura faça um outro empréstimo com um juro menor.”

Recursos para obras

Segundo a proposta, cerca de R$ 234,5 milhões ficarão disponíveis para investimentos. Entre as obras previstas estão a construção da segunda ponte sobre o Rio Poti, na Zona Norte, o Shopping da Cidade II e o prolongamento da Avenida Padre Humberto Pietrogrande até a Ponte Presidente Médici.

Pedro Alcântara afirmou que a operação permitirá ao município reduzir o peso de contratos anteriores e, ao mesmo tempo, manter recursos para obras.

“Isso possibilita que esse empréstimo chegue à Prefeitura e que, com ele, seja abatido o valor anterior e possa tocar as obras.”