O deputado estadual Gustavo Neiva (PP) criticou a postura do Governo do Estado em relação aos servidores da Agespisa que não aderiram ao Programa de Desligamento Voluntário (PDV). Segundo ele, 236 trabalhadores foram demitidos mesmo após decisão da Justiça do Trabalho determinar a atualização salarial e a absorção desses funcionários pela Empresa de Gestão de Recursos do Piauí (Emgerpi).

“Hoje eu mesmo me pronunciei. A gente fica triste com a perseguição que o governo faz sobre esses servidores. São apenas 236 servidores que não aderiram ao PDV e querem continuar no serviço público”, afirmou o parlamentar.
De acordo com Neiva, em gestões anteriores do próprio PT, quando empresas públicas como Condep e Cohab foram extintas, os servidores tiveram a opção de aderir ao PDV ou permanecer no serviço público por meio da Emgerpi. “Aos servidores da Gespisa não foi dada essa opção”, declarou.
O deputado também afirmou que há decisão da Justiça do Trabalho determinando não apenas a atualização dos salários, mas a absorção dos trabalhadores pela Emgerpi. “O governo desrespeita essa decisão judicial e decretou, demitiu sumariamente essas pessoas”, criticou.
Gustavo Neiva destacou que, entre os 236 servidores, há pessoas com comorbidades graves, como câncer, além de sindicalistas que possuem estabilidade assegurada pela Constituição Federal. “No que pese toda essa parte jurídica, há também a questão humanitária. São pais e mães de família que dependem desse salário para sobreviver”, disse.
Para o deputado, no entanto, falta sensibilidade por parte do governo. “Isso no passado já foi feito com outros servidores. Por que não agora seguir o mesmo caminho do próprio governo do PT?”, questionou.
Neiva ainda criticou a privatização dos serviços de água e esgoto no estado. Segundo ele, houve piora na prestação do serviço após a concessão à iniciativa privada. “Quando você tem uma empresa privada explorando um serviço essencial, ela visa o lucro. Não há mais a questão social. Muitas residências não têm água na torneira, mas têm um talão para pagar no final do mês”, afirmou.
O parlamentar concluiu defendendo os servidores da Agespisa. “São pessoas que deram o seu suor para levar água às residências do nosso Estado. É contra essa decisão que nós defendemos esses trabalhadores, inclusive por uma questão humanitária.”

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