A Justiça decidiu manter a realização do show do cantor Rey Vaqueiro, previsto para este sábado (19), durante a Festa da Carnaúba, em Cabeceiras do Piauí. A apresentação foi contratada pela Prefeitura por R$ 500 mil. A decisão foi tomada pelo juiz Markus Calado Schultz, da Comarca de Barras, após o Ministério Público do Piauí (MPPI) pedir a suspensão do evento.
Na ação, o MP questionou o valor pago pela contratação e apontou possíveis indícios de sobrepreço. Segundo o órgão, contratos do mesmo artista realizados por outras prefeituras do Piauí entre 2025 e 2026 tiveram valores entre R$ 125 mil e R$ 350 mil. O cachê de Cabeceiras, portanto, ficou R$ 150 mil acima do maior valor usado pelo Ministério Público como comparação.
Outro ponto apresentado pelo MP foi o pagamento antecipado do cachê. Conforme a ação, os R$ 500 mil foram liquidados em 10 de setembro, nove dias antes da apresentação. O órgão também pediu a interrupção de eventuais pagamentos relacionados ao contrato e a apresentação de documentos pela prefeitura.
Ao analisar o pedido, o juiz decidiu manter o evento e considerou que cancelar a apresentação neste momento poderia causar um dano maior do que aquele que se pretendia evitar. A decisão não encerra os questionamentos apresentados pelo Ministério Público, que poderá recorrer. Até o momento, a Prefeitura de Cabeceiras do Piauí não apresentou, nas fontes consultadas, uma manifestação pública sobre os pontos levantados na ação.
Show de Rey Vaqueiro é mantido após MP questionar contrato de R$ 500 mil
Apresentação está marcada para este sábado (19), durante a Festa da Carnaúba; Ministério Público questionou valor da contratação.
Jornalista
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- A Justiça manteve a realização do show do cantor Rey Vaqueiro em Cabeceiras do Piauí, apesar do pedido de suspensão pelo Ministério Público do Piauí (MPPI).
- O evento será durante a Festa da Carnaúba, com contratação no valor de R$ 500 mil pela prefeitura.
- O MPPI mencionou possíveis indícios de sobrepreço, comparando com contratos anteriores entre R$ 125 mil e R$ 350 mil.
- Destacou-se o pagamento antecipado do cachê, realizado antes da apresentação.
- O juiz Markus Calado Schultz decidiu manter o evento, avaliando que o cancelamento causaria mais danos.
- A decisão não encerra a possibilidade de recursos ou questionamentos pelo MP.
- A prefeitura ainda não se manifestou publicamente sobre o caso.