Sexta, 04 de abril de 2025, 08:27
POLÍTICA

Tatiana Medeiros chama de "ditatorial" decisão de afastá-la de cargo no PSB

Vereadora é alvo de inquérito da Polícia Federal que mira atuação do crime organizado no processo eleitoral de 2024 na capital.

A vereadora Tatiana Medeiros (PSB) divulgou um vídeo nesta segunda-feira (31) em suas redes sociais em que comenta a decisão do então presidente da sigla da qual faz parte, Washington Bonfim, que a removeu do cargo de secretária-geral do partido. A determinação do PSB surgiu em decorrência de um inquérito da Polícia Federal que investiga a parlamentar por envolvimento com uma facção criminosa em Teresina.

  

Tatiana Medeiros, vereadora Foto: Instagram

   

A vereadora chama a decisão de “ditatorial” e diz que “foi pega de surpresa”. Ela também afirma que o instituto pelo qual atua, o Vamos Juntos, alvo de operação de busca e apreensão da PF em dezembro do ano passado, tem o objetivo de diminuir a criminalidade ao promover cidadania para os jovens teresinenses.


Essa decisão ditatorial, vinda do professor Washington Bonfim, me pegou de surpresa. Primeiro, pelo fato de eles não respeitarem o devido processo legal e, ainda, desrespeitarem todos os princípios da Constituição Federal. Nós sabemos que todos nós temos direito ao princípio da ampla defesa, do contraditório e da presunção de inocência”, comentou a parlamentar.

A operação da PF que mirou o instituto Vamos Juntos, ligado à vereadora, apreendeu R$ 100 mil em espécie.

Tatiana ainda classificou a decisão como parte de uma perseguição política da qual é alvo e destacou que as contas da sua campanha foram aprovadas sem ressalvas pela Justiça Eleitoral.

Será que é porque eu não venho de uma família tradicional? Ou porque eu nasci na periferia e defendo os menos favorecidos? Ou porque eu sou mulher e assumi um cargo público?”, ela indaga.

Entenda as investigações que miram a vereadora

Uma operação da Polícia Federal, deflagrada em dezembro de 2024, teve como alvo o instituto Vamos Juntos, fundado pela vereadora Tatiana Medeiros. No endereço, foram apreendidos R$ 100 mil em espécie. O objetivo da ação foi investigar a atuação de grupos criminosos no processo eleitoral de 2024 em Teresina.

A investigação apura indícios de crimes de lavagem de dinheiro vinculados à organização criminosa, com potencial de comprometer a integridade do processo democrático, sendo investigado o financiamento de campanha eleitoral através de recursos provenientes de ORCRIM [organização criminosa]”, comunicou a PF em nota na época.

Companheiro da vereadora foi preso

Em novembro de 2024, o namorado de Tatiana, Alandilson Cardoso, de 33 anos de idade, foi preso em um hotel em Belo Horizonte durante operação da Polícia Civil do Piauí, em parceria com a Polícia Federal. No momento da prisão, ele estava em companhia da vereadora.

  

Alandilson foi preso pela Polícia Civil em Belo Horizonte. Divulgação

   

Ele foi preso por suspeita de envolvimento em crimes como tráfico de drogas, roubo qualificado e posse irregular de arma de fogo, já tendo tido passagens por organização criminosa. Na época, a assessoria da vereadora negou que a parlamentar era alvo de investigações.

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