A vereadora Tatiana Medeiros (PSB) divulgou um vídeo nesta segunda-feira (31) em suas redes sociais em que comenta a decisão do então presidente da sigla da qual faz parte, Washington Bonfim, que a removeu do cargo de secretária-geral do partido. A determinação do PSB surgiu em decorrência de um inquérito da Polícia Federal que investiga a parlamentar por envolvimento com uma facção criminosa em Teresina.
A vereadora chama a decisão de “ditatorial” e diz que “foi pega de surpresa”. Ela também afirma que o instituto pelo qual atua, o Vamos Juntos, alvo de operação de busca e apreensão da PF em dezembro do ano passado, tem o objetivo de diminuir a criminalidade ao promover cidadania para os jovens teresinenses.
“Essa decisão ditatorial, vinda do professor Washington Bonfim, me pegou de surpresa. Primeiro, pelo fato de eles não respeitarem o devido processo legal e, ainda, desrespeitarem todos os princípios da Constituição Federal. Nós sabemos que todos nós temos direito ao princípio da ampla defesa, do contraditório e da presunção de inocência”, comentou a parlamentar.
A operação da PF que mirou o instituto Vamos Juntos, ligado à vereadora, apreendeu R$ 100 mil em espécie.
Tatiana ainda classificou a decisão como parte de uma perseguição política da qual é alvo e destacou que as contas da sua campanha foram aprovadas sem ressalvas pela Justiça Eleitoral.
“Será que é porque eu não venho de uma família tradicional? Ou porque eu nasci na periferia e defendo os menos favorecidos? Ou porque eu sou mulher e assumi um cargo público?”, ela indaga.
Entenda as investigações que miram a vereadora
Uma operação da Polícia Federal, deflagrada em dezembro de 2024, teve como alvo o instituto Vamos Juntos, fundado pela vereadora Tatiana Medeiros. No endereço, foram apreendidos R$ 100 mil em espécie. O objetivo da ação foi investigar a atuação de grupos criminosos no processo eleitoral de 2024 em Teresina.
“A investigação apura indícios de crimes de lavagem de dinheiro vinculados à organização criminosa, com potencial de comprometer a integridade do processo democrático, sendo investigado o financiamento de campanha eleitoral através de recursos provenientes de ORCRIM [organização criminosa]”, comunicou a PF em nota na época.
Companheiro da vereadora foi preso
Em novembro de 2024, o namorado de Tatiana, Alandilson Cardoso, de 33 anos de idade, foi preso em um hotel em Belo Horizonte durante operação da Polícia Civil do Piauí, em parceria com a Polícia Federal. No momento da prisão, ele estava em companhia da vereadora.
Ele foi preso por suspeita de envolvimento em crimes como tráfico de drogas, roubo qualificado e posse irregular de arma de fogo, já tendo tido passagens por organização criminosa. Na época, a assessoria da vereadora negou que a parlamentar era alvo de investigações.
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