Quarta, 28 de janeiro de 2026, 07:30
TERESINA

Vereadores do PT trocam acusações durante sessão sobre reajuste de servidores municipais

João Pereira sustenta que emenda foi aprovada e defende aproximação do Legislativo com servidores.

Uma discussão entre vereadores do PT marcou a sessão da Câmara Municipal de Teresina desta terça-feira (16), durante a votação do reajuste para garantir que nenhum servidor municipal receba abaixo de um salário mínimo. Os parlamentares Joaquim do Arroz e João Pereira trocaram acusações na imprensa por conta de uma emenda apresentada por João Pereira.

  

 

   

A divergência girou em torno da tramitação da proposta. João Pereira afirmou que a emenda, que assegura o pagamento mínimo de um salário aos servidores, teria sido aprovada. Já Joaquim do Arroz, presidente da Comissão de Finanças, declarou à imprensa que a matéria sequer chegou a ser analisada.

Segundo Joaquim, a emenda foi apresentada fora do prazo e é considerada inconstitucional, por gerar despesas ao Poder Executivo, o que não seria permitido ao Legislativo. Ele classificou a iniciativa do colega como resultado de falta de experiência.

“A emenda não foi nem analisada porque foi intempestiva, apresentada fora de época. Isso prejudicaria todo o orçamento de 2016. Se fosse aprovada, geraria despesas e seria inconstitucional. Todo mundo que conhece política sabe disso”, afirmou.

O presidente da Comissão de Finanças também informou que existe um acordo com o prefeito para que o reajuste seja concedido a partir de janeiro de 2026, sem necessidade de aprovação de emenda pela Câmara.

“O reajuste vai ser dado pelo prefeito. Já está acordado. Quem pode conceder aumento é o Executivo, e há recursos para isso”, disse.

Ainda segundo Joaquim do Arroz, João Pereira estaria promovendo desgaste político desnecessário ao Legislativo e criando expectativas irreais entre os servidores.

“Ele faz esse movimento à toa, desgastando a Câmara e vendendo uma falsa esperança para os servidores. Falta articulação”, declarou.

Em resposta, João Pereira rebateu as críticas e afirmou que, nos últimos anos, não houve aprovação de emendas que valorizassem servidores com vencimento inicial abaixo de um salário mínimo. Para ele, o Legislativo deve manter proximidade com a população.

“A Câmara e o povo têm que estar próximos. Se isso é falta de experiência, que continue sendo. É triste um pai de família ter vencimento inicial de R$ 700 e não conseguir, no fim do ano, comprar um brinquedo para o filho”, afirmou.

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