Sexta, 03 de julho de 2026, 17:11
SEXUALIDADE

Excesso de telas e estresse impactam vida sexual dos casais, afirma especialista

Para especialista do Boston Medical Center, queda na frequência sexual não significa crise

A percepção de que os casais transam menos vem se espalhando com força. Mas o sexólogo José Antônio Barbosa, da Clínica de Saúde Masculina do Boston Medical Center, pondera: falar em crise sexual generalizada é cedo demais. Pesquisas internacionais até apontam queda na frequência das relações — só que, segundo ele, esses números não valem pra qualquer lugar do mundo, porque cada sociedade lida com a sexualidade à sua maneira.

  

SEXO FOTO: Unsplash

   

Na entrevista, o especialista defende que o que mudou de verdade não é só a quantidade de vezes que o casal transa, mas o jeito como as pessoas vivem o desejo, a intimidade e a conexão emocional. Estresse acumulado, cansaço, celular o tempo todo na mão, redes sociais, novas formas de conviver — tudo isso está reformulando a vida íntima dos casais.

Barbosa fala ainda sobre o peso da pornografia, da rotina e da cobrança irreal em cima do desempenho sexual. E explica por que ficar um bom tempo sem sexo não é sinônimo de relacionamento em crise, contanto que isso não vire sofrimento ou distanciamento entre os dois.

Os casais realmente estão transando menos, ou isso é exagero?

É preciso cuidado antes de tratar isso como regra geral. Em alguns países os estudos mostram queda, sim. Nos Estados Unidos, por exemplo, uma pesquisa nacional sobre crescimento familiar mostra que em 1990, 55% dos adultos entre 18 e 64 anos diziam transar pelo menos uma vez por semana — em 2024, esse número caiu pra 37%.

Só que isso não significa que o mesmo aconteça na Colômbia ou em qualquer outro país. Cada lugar tem sua própria dinâmica cultural, social e familiar.

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