O Laboratório Central de Saúde Pública do Piauí (Lacen-PI) identificou a circulação da variante K do vírus Influenza A (H3N2) em amostras coletadas em Teresina. A confirmação foi divulgada nesta quarta-feira (13) pela Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi), que destacou que a descoberta ocorreu em parceria com o Instituto Adolfo Lutz, referência nacional no monitoramento de vírus respiratórios.
Segundo a Sesapi, as amostras analisadas foram coletadas em fevereiro de 2026 e classificadas no grupo genético 3C.2a1b.2a.2a.3a.1, pertencente ao subclado K. A linhagem vem apresentando rápida disseminação em vários países desde o segundo semestre de 2025, tornando-se predominante entre os casos recentes de influenza A registrados no mundo.

De acordo com a pasta, os resultados laboratoriais chamam atenção por coincidirem com o aumento recente de casos de gripe registrados em Teresina. A avaliação é de que a predominância dessa variante possa estar relacionada ao atual cenário epidemiológico observado na capital piauiense, especialmente pela alta capacidade de transmissão identificada pelos órgãos de vigilância em saúde.
Apesar da expansão acelerada da linhagem, a Sesapi informou que ainda não existem evidências científicas que apontem aumento da gravidade clínica ou da mortalidade em relação a outras variantes do H3N2. No entanto, autoridades sanitárias internacionais, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS), acompanham a disseminação do subclado devido às mudanças antigênicas do vírus e à menor imunidade da população frente à nova variante.

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