Terça, 14 de julho de 2026, 17:15
DENGUE

Piauí entra em alerta com avanço da dengue e alta de mortes no primeiro semestre

Estado já contabiliza 11 mortes neste ano, ocupa a sétima posição no ranking nacional e registra milhares de casos confirmados da doença.

A dengue voltou a preocupar as autoridades de saúde no Piauí após o crescimento no número de casos e de mortes registrados em 2026. Somente nos primeiros seis meses do ano, 11 pessoas perderam a vida em decorrência da doença, resultado que representa um aumento de 37% em comparação com o mesmo período de 2025. Com esse cenário, o estado está a apenas duas mortes de alcançar todo o total registrado no ano passado, quando 13 óbitos foram contabilizados.

Os dados mais recentes da Secretaria de Estado da Saúde apontam que o Piauí ocupa a sétima colocação entre os estados brasileiros com mais mortes provocadas pela dengue neste ano. À frente aparecem Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Pará e Tocantins. O painel epidemiológico também mostra que já foram registrados cerca de 14 mil casos prováveis da doença, dos quais mais de 8,3 mil tiveram confirmação por exames. Além disso, foram identificados 405 casos com sinais de alarme e outros 26 classificados como dengue grave.

  
Casos de Dengue aumentam no Piauí. Foto: Reprodução
 
 
 



As vítimas registradas no estado pertencem a diferentes faixas etárias, incluindo crianças, adultos e um idoso de 90 anos. O levantamento reforça que, embora pessoas idosas e pacientes com doenças pré-existentes apresentem maior risco de complicações, a dengue pode evoluir para formas graves em qualquer idade. Entre os principais sintomas estão febre alta, dores pelo corpo, dor atrás dos olhos e manchas na pele. Já sinais como dor intensa na região abdominal, vômitos frequentes, sangramentos e queda da pressão arterial exigem atendimento médico imediato.

Com a circulação do mosquito Aedes aegypti ainda favorecida pelos próximos meses, as autoridades de saúde mantêm o alerta para a adoção de medidas preventivas. A orientação é eliminar locais que possam acumular água parada, como caixas d'água sem vedação, pneus, vasos de plantas, garrafas e recipientes expostos. A intensificação das ações de prevenção, aliada ao diagnóstico precoce e ao acompanhamento dos pacientes, é considerada essencial para reduzir novos casos graves e evitar o aumento do número de mortes ao longo do segundo semestre.

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