O deputado estadual Francisco Limma (PT) negou que a indefinição em torno do nome que deve compor a vaga de vice na chapa do governador Rafael Fonteles (PT) nas eleições de 2026 esteja relacionada a uma disputa antecipada pela sucessão de 2030. Segundo o parlamentar, o debate atual gira em torno da formação de uma aliança capaz de garantir dois senadores aliados do presidente Lula, para dar sustentação ao projeto nacional.
Segundo Limma, o interesse em indicar um vice se explica pelo alto índice de aprovação do governador. “Todo mundo gostaria de indicar um nome de vice para uma chapa de um governador bem avaliado como é o governador Rafael. Isso acontece nos outros partidos e também dentro do PT”, afirmou.
Para o parlamentar, o debate passa pela estratégia do ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, de garantir uma composição forte para as duas vagas ao Senado.
“O que eu entendi é que não está sendo debatido 2030. Na política, a gente sempre olha para frente, mas não acho que esse seja o debate agora. Existe uma preocupação do ministro Wellington para a gente eleger os dois senadores, e isso é importante, porque fortalece o projeto da reeleição do presidente Lula”, completou.
ENTENDA
Nos bastidores não é bem assim, já é de conhecimento público a existência de uma queda de braço entre Wellington Dias e Rafael Fonteles pela vice. O governador defende e está disposto a sustentar o nome do ex-secretário de Educação Washington Bandeira. Já Wellington trabalha para emplacar um aliado de sua confiança.
O interesse não é apenas a vice, é 2030: Interlocutores apontam que o receio do ministro é perder espaço diante do fortalecimento do grupo mais próximo ao governador. Em 2030, Rafael encerrará um eventual segundo mandato no Governo do Estado, enquanto Wellington Dias concluirá seu mandato no Senado, abrindo a possibilidade de ambos disputarem novos espaços, seja o Senado, seja o Palácio de Karnak. Nesse cenário, cresce a leitura de que Rafael pode trabalhar para viabilizar Washington Bandeira como candidato ao governo, caso ele se consolide como vice.