A defesa da vereadora Tatiana Medeiros protocolou, nesta quarta-feira (18), pedido para que a Justiça desconsidere parte do laudo complementar feito no celular da parlamentar. O aparelho foi apreendido durante a Operação Escudo Eleitoral. Segundo os advogados, o documento elaborado pela Polícia Federal ultrapassou os limites definidos pelo juiz ao apresentar análises que, na avaliação da defesa, não foram solicitadas.
Ao autorizar a perícia, o magistrado determinou que os peritos respondessem apenas de forma técnica aos pontos indicados, com descrição objetiva dos dados encontrados no aparelho. A decisão também estabeleceu que não caberia aos peritos fazer interpretações sobre o conteúdo, já que a análise do mérito é responsabilidade do Judiciário.

Entre os pontos questionados está a resposta a um dos quesitos que tratava da existência de ordem direta para compra de votos nas eleições de 2024. O laudo informou não ter identificado determinação explícita nesse sentido. No entanto, mencionou conversas com registros de transferências via PIX no dia da eleição, imagens de comprovantes de votação e listas com nomes de eleitores, indicando possível relação com prática irregular. Para a defesa, apenas a primeira parte responde ao que foi perguntado, enquanto o restante seria interpretação.
Os advogados pedem que o perito seja intimado a apresentar novo laudo, limitado às respostas técnicas. Também solicitam que fique reforçado que a análise das provas cabe exclusivamente ao juiz. De forma alternativa, requerem que a perícia seja refeita por outro órgão técnico, caso seja reconhecida a necessidade de garantir imparcialidade.

Dê sua opinião: