O ex-deputado federal João Paulo Cunha (PT) afirmou, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo publicada nesta quarta-feira (18), que não vê motivo para petistas comemorarem a eventual escolha do senador Flávio Bolsonaro como adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições deste ano.

Segundo ele, a reeleição de Lula seria mais difícil contra Flávio do que contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
“Eu não sei direito por que comemoraram. Do meu ponto de vista, a candidatura do Tarcísio era mais fácil de ser derrotada do que a do Flávio. É o contrário”, declarou.
Na avaliação do petista, governadores de São Paulo enfrentam dificuldades históricas em eleições presidenciais. Ele citou nomes como João Doria, José Serra e Geraldo Alckmin como exemplos de candidaturas que não obtiveram êxito nacionalmente.
João Paulo Cunha também afirmou que a rejeição ao sobrenome Bolsonaro já estaria “medida e precificada”, assim como a do próprio Lula. “Sabemos que qualquer coisa que a gente jogar no Flávio não vai pegar, porque a rejeição já está no limite, assim como a do Lula”, disse.
Sobre a possibilidade de uma nova polarização, ele avaliou que a disputa deve ser equilibrada. “Eu acho que vai ser acirrada e vai ser uma disputa pau a pau”, afirmou.
O ex-deputado também descartou a viabilidade de uma terceira via competitiva na eleição presidencial e avaliou que eventuais movimentações nesse sentido não devem prosperar.
João Paulo Cunha foi presidente da Câmara dos Deputados entre 2003 e 2005, no primeiro mandato de Lula. Ele foi condenado no processo do Mensalão e preso em 2014, tendo cumprido parte da pena antes de obter perdão concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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