A Justiça do Piauí concedeu liberdade provisória ao empresário Wesley Nascimento Fonseca, acusado de matar Ana Karine Pereira Assunção durante uma discussão ocorrida em uma lanchonete no Centro de Teresina. A decisão foi assinada pelo desembargador Pedro de Alcântara da Silva Macêdo, que substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. O investigado permaneceu preso por quase 11 meses.
Segundo a denúncia do Ministério Público, Wesley responde por homicídio qualificado por motivo fútil. O crime aconteceu na madrugada de 2 de agosto de 2025. De acordo com a acusação, a discussão teve início por causa do pagamento de uma conta de aproximadamente R$ 30, momento em que Ana Karine foi atingida por um golpe de faca na região do pescoço e morreu ainda no local.

Na decisão, o magistrado afirmou que a manutenção da prisão preventiva não apresentava fundamentos concretos e atuais que justificassem a continuidade da medida. O desembargador também destacou que a primeira fase da instrução do Tribunal do Júri já foi encerrada, reduzindo o risco de interferência na produção de provas. Outro ponto considerado foi o fato de o acusado ser réu primário, possuir residência fixa, exercer atividade profissional e ter se apresentado espontaneamente à polícia após a expedição do mandado de prisão.
Com a liberdade provisória, Wesley deverá cumprir uma série de determinações judiciais, entre elas comparecimento quinzenal à Justiça, proibição de manter contato com familiares da vítima e testemunhas, distância mínima de 300 metros dessas pessoas, recolhimento domiciliar entre 20h e 6h, proibição de deixar a comarca sem autorização judicial e monitoramento eletrônico por 180 dias. O desembargador ressaltou que o descumprimento das medidas poderá resultar em nova prisão preventiva. O habeas corpus ainda será analisado pela 1ª Câmara Especializada Criminal do Tribunal de Justiça do Piauí.

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