Com o acirramento da guerra que teve início no começo do mês de março, no Oriente Médio, surgem sempre perguntas sobre a quem mais interessa um conflito de tamanha monta. Quais nações se sairão vencedoras, e que países ou líderes mundiais enfrentarão o sabor amargo da derrota.
Os Estados Unidos, maior potência bélica do mundo, utilizam seu armamento de ponta para intimidar e garantir seus interesses, demonstrando seu potencial de hegemonia no cenário polarizado em que vivemos atualmente. A indústria de armamentos ganha e explode seus ativos em todas as partes do mundo e torna-se um potencial vencedora nesse contexto.
Navios petroleiros sendo destruídos, e outros tantos impedidos de seguir viagem, afetam o comércio petrolífero no mundo inteiro. O Estreito de Ormuz, segundo dados do governo americano, escoa cerca de 20% do petróleo mundial e, com o recente conflito, foi fechado pelo exército iraniano, que promete incendiar e atacar quem ousar atravessá-lo sem autorização. Cerca de 20 milhões de barris passaram pelo estreito nos seis primeiros meses de 2023. A China, ao que tudo indica, será o principal país atingido nesse aspecto, pois é a maior compradora da commodity proveniente do Irã.
A aviação civil em todo o mundo enfrenta problemas severos e prejuízos bilionários com a guerra entre EUA e Irã, afetando passageiros que desejam viajar para regiões de conflito ou que precisam fazer escala. Com o impasse, hotéis e restaurantes veem seu fluxo financeiro e de pessoas se elevarem, visto que as leis que protegem o passageiro obrigam as companhias aéreas a arcar com eventuais despesas de alimentação e hospedagem, em casos de atrasos e adiamentos. Por outro lado, golpistas também cresceram seus ganhos, aproveitando-se da vulnerabilidade de passageiros que se tornam vítimas fáceis de aproveitadores virtuais.
Por fim — e o fim aqui não vem por acaso — cogita-se, embora ainda remota, a possibilidade de uso de armamento nuclear, naquela que seria a última das guerras. Segundo o físico nuclear Marco Marzo, em um conflito sério entre duas potências, “haveria emissão de tanta radiação que a vida na Terra seria inviabilizada”. Nesse cenário extremo, não existiriam vencedores estratégicos, mercados a celebrar ou hegemonias a consolidar. E, tentando suavizar um tema tão sombrio, recorro ao anedotário político brasileiro — aquele que levantou a icônica questão de quem vence ou perde, sem deixar claro quem, de fato, ganharia ou perderia — e me arrisco a concluir: VAI TODO MUNDO PERDER!

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