O Ministério Público do Estado do Piauí apresentou denúncia criminal contra Helson Sousa Rodrigues e Harkellany Rodrigues por envolvimento no sequestro, tortura e agressões contra o influenciador digital Pedro Lopes Lima Neto, conhecido como “Lokinho”. A denúncia foi protocolada após a conclusão do inquérito conduzido pela Polícia Civil e encaminhada à Justiça para análise.
Enquanto o processo avança, o Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) negou o pedido liminar de habeas corpus apresentado pela defesa de Helson Sousa. Com a decisão, ele permanece preso preventivamente. Segundo a desembargadora responsável pelo caso, a gravidade dos fatos investigados e o risco à ordem pública justificam a manutenção da prisão.
A Justiça também destacou que os investigados chegaram a ser considerados procurados após o cumprimento dos mandados de prisão não ocorrer de forma imediata. Conforme a decisão, essa situação reforçou a necessidade da medida preventiva para garantir a aplicação da lei penal. O documento judicial ainda menciona a violência empregada durante o crime, incluindo agressões físicas, ameaças e o confinamento da vítima no porta-malas de um veículo.
De acordo com as investigações, o crime aconteceu em outubro de 2025, após desentendimentos envolvendo influenciadores nas redes sociais. A Polícia Civil aponta que Lokinho foi levado à força, sofreu sessões de tortura em uma área de matagal e teve o celular retirado para impedir pedidos de ajuda. O influenciador foi abandonado ferido nas proximidades da Casa de Custódia e conseguiu retornar para casa após pedir socorro. O casal responde por crimes como tortura qualificada mediante sequestro, lesão corporal e roubo majorado.